Quarta-feira, Maio 21, 2008

d´ improviso, lá no blog da Loba

hoje quero bocas
todas as bocas
unhas e dentes...
(depois escrevo asas
e vôo...)

: decore minha alma
devore meu corpo

que hoje
só hoje
o poema é minha alma
eu sou
a carne do poema.

Reflexo

( Pra : Dora, Shi e Loba )

tenho um silêncio
pra te mostrar
( no espelho )

- quando o Sonho
amanhecer...

Terça-feira, Maio 20, 2008

Verdade

eu tenho um Sonho
pra te mostrar
( no espelho )

quando o Silêncio
amanhecer...

***

POETANDO JUNTO:

quero o Sonho
(ou apenas
sonhos)
amadurecendo
o instante

: se de gritos
ou de silêncios
tanto faz

- importa
que sejam nossas
(todas)
as manhãs

Loba

carinhoso, cruel & afiado

corto as
asas
de tudo que

inte rompe
meu vôo.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Parabéns pra você!!!

hoje é
meu aniversário
quero
um Silêncio
feroz
maior

que este
( balança o rabo
ainda
mas ) não late
nem
me morde.

Domingo, Maio 18, 2008

Blindagem

perda
sobre
perda
todo feito
de silêncios

não dá pra
ficar em cima

o muro
é alto demais
e apaga
o outro
lado.

Sábado, Maio 17, 2008

sentado na cama

no momento
estou só
carente
confuso
desprotegido
quebradiço

: quase
agora
eu tinha chão
aqui

onde acaricio
com a planta
dos pés

o
teto do abismo.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Horizonte

quando nasci
ganhei
um Norte
um Sul
um Leste
um Oeste

mais tarde
percebi
que
havia um muro

construído
em mim.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Quarto

o
radio
que/
brado
em
silêncio

em
silêncio
o
silêncio
de
algo

que
jamais
existiu.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Birra

( plano A, plano B e plano C )

se você
não voltar
agora
- eu paro
de respirar

se você
não voltar
logo
- eu paro
de te esperar

se você
não voltar
algum dia
- eu prefiro

que
você não volte.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Rimas Pobres




( miseráveis mesmo )


Eu hoje estou assim:
- "Com muito sal ainda
Por sobre a ferida".

Que peninha de mim...
- Socorro Inspiração!

Dói tanto esse chavão.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

eu sou assim...



( depois de ler este aqui )




tudo
que ganho
me ganha
também

tudo
que perco
me perde
também

Domingo, Maio 11, 2008

Auto - retrato




( À quem me perguntou o motivo )




sempre
assim
encostado
na parede


porque ela
existe
e eu não.

Sábado, Maio 10, 2008

ai meu saco

de tanto
cuidar
de
você

esqueci
de
cuidar
doeu

Sexta-feira, Maio 09, 2008

bem que tentei mas...

não consigo
mudar
( o assunto )

minha dor de
lugar

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Não é muito

hoje
almocei
uma cerveja

jantei
dois copos
de vinho

amanhã
cago
um poema...

Almofada


( um presente sem Alma, Ela esqueceu de enviar o manual de instruções e... )



eu queria
um Coração
de verdade

eu queria
o coração
da Verdade

Engano

ainda é
uma
pedra:

parecia
uma
pessoa.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

Momento



Para a poetamigamusaLoba





tem dia
que o poema
se parece
muito comigo

: só precisa
de uma
ou duas
palavrinhas.

***

POETANDO JUNTO:

atemporal

me visto
de uma
duas
três
todas
as palavras

até
viro poema

se for
pra te ver
renascer

: Poesia

Loba

ou vice-versa

minha
casa
é fria

eu sou
vazio.

Terça-feira, Maio 06, 2008

Descuido

o deserto
que me atravessa
era um pote

minha sede caiu
lá dentro

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Inconcluso

teu silêncio
não me acordou
pra vida

só interrompeu
o sonho

Domingo, Maio 04, 2008

Pieguice

antes
- eu
me perdia
em você
- você
se perdia
em mim

depois
- eu
te perdi
- você
me perdeu

: nós
dois
perdemos

o
significado.

***

POETANDO JUNTO:

contraponto

ele e eu
somos fonemas
(poema?)
de inacabada
alquimia

se grito
(finjo?)
ele perde o tom

se me calo
(engasgo?)
ele vira poesia

Loba

Sábado, Maio 03, 2008

Imanente

(a partir de um poema da Loba)

paraíso
labirinto
ou
preci/
pício
o céu

é um lugar
em mim
: eu

voaria
pra lá
agora
se soubesse
onde

estou.

Fúria

(a partir de um poema da Loba)

Quase
corta
o papel
o risco
assanha

poemas
monstros
que eu
não
mostro.

***

leia mais aqui

Sexta-feira, Maio 02, 2008

"Sabe que vai chover"

este
sorriso
amarelo

con/
veniente
(mente)

costurado
na
face

é minha
única
cicatriz

que dói.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Rasante VII

vôo

até

onde

sei
de
mim.

***

leia mais aqui

Terça-feira, Abril 29, 2008

Tão triste que...


a queda
destempera

o aço
do abismo.

Bifurcação

havia
uma
dúvida
naquele silêncio

um
silêncio
naquela dúvida:

dois
caminhos
e nenhuma ponte
sobre
voando
o abismo.

Sábado, Abril 26, 2008

Bilhete (que não enviei)

eu não tenho casa
não tenho carro
nem dinheiro
eu não tenho sabados
não tenho domingos
nem feriados

eu só tenho:
este carinho
este abraço
este beijo
e essa Vontade
que dói tanto
e não serve pra nada.

Segunda-feira, Abril 21, 2008

Quase 3:00 hs da tarde...

e essa vontade
de fechar os olhos
apagar o sol

e deixar o escuro
no escuro.

Domingo, Abril 20, 2008

Instantâneo

a mosca
e sua
aranha

dois
mistérios
e uma
teia

tecidos
do mesmo
fio.

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Trilhas



Trilhas - 2007
Coletânea de autores blogueiros - CBJE - RJ.
Organizado pela Poeta Euza Noronha.
98 pags. capa com orelhas (laminação fosca), qualidade gráfica e literária.

Autores:

AdéliaTheresaCampos
Carol Montone
Caruco
Cássio Amaral
Cris Destri
Diovvani Mendonça
Elisbeth Vasques
Elise Maria Mars
Euza Noronha
Francisco Dantas
L. Rafael Nolli
Lisa Alves
Octavio Roggiero Neto
Sandra Regina
Wilson Guanais

Terça-feira, Abril 08, 2008

de circunstância

quando
o invisível

toca
o intocável

: eu
vejo e sinto
e quase

consigo
dizer
o indizível

Domingo, Março 16, 2008

Limitação

não sei onde
dorme a palavra
pássaro

nem como
acorda-la do vôo

Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

biografia em 2 atos

I

um rio
seco

ladeira
acima.

II

desagua
na
fonte.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Merda

quando
diabo
foge
da cruz

voa
em
minha
direção

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

insônia

as
quatro letras
da palavra
cama
rangendo

a
noite inteira
rangendo
(há milênios)

o
silêncio
todo trincado
pode
desabar.

***

hoje tem texto meu aqui no Cacos d'Horas

Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

duas coisas horriveis

o dia
nascendo
& eu

- ainda
sem
dormir -

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Crônica

Meu vizinho barulhento
não me deixa escrever
- o mal amado
conhece minha fraqueza
sabe que
estou em desvantagem

eu preciso de poemas...
eu preciso de poemas...
eu preciso de poemas...
preciso de
poemas pra ser
um idiota completo

e
ele não precisa de nada.

Sábado, Janeiro 19, 2008

sem pressa

sou poeta
de um poema
inacabado

: ainda
espero
o inesperado.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

Afasia

o espaço
em branco
o branco
no espaço

onde
um poema quase
quase acontece
(jamais)
quando

o espaço
ainda
cabe em si
e na cor.

Sábado, Janeiro 12, 2008

Motivo

não
falo
mui
to
tenho a
lingua

presa

no
mini
mo.

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

Inútil

a vida
é poço

o céu
é poço

a eternidade
é poço...

:
e o poema
sem
fundo.

***

Hoje tem texto meu aqui:
Argila da palavra
Poetas del mundo

Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

A capa do meu próximo livro



Capa: D´Noronha
Leia os textos aqui

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

eu também eu também

sou
a parede
onde

colo
o ouvido
quando

quero
ouvir o
cor-

ação
do
segredo

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

Instante

Com final sugerido pelo poeta Douglas D.

acolhido
ou não
pela espécie
sou a

minha única
opção de
espaço
no abismo

: o tempo
não tem fundo

nem pressa...

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

Oferenda

dormir
alimenta

: a
noite me

devora.

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

tese

mais
denso
o vôo
dos pássaros

onde
o susto
(que antecede
a fuga)

solidifica
o
ar

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

simbiose

o poeta
o poema
quando
não
se emendam

formam
uma coisa


que
não chega
a
existir

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Dez a fio

Explicito o texto sempre díptico claro-escuro guardado nunca
e até nos (modernos) tratados de astronomia
mas no fundo no fundo do fundo
tudo é oferenda ao mesmo assunto & (ou) como prefiro
objeto de intenso recomeçar
algo assim cântico sem palavras lascas de silêncio e autobiografia
ante sala de algum possível comentário
não raro absurdo convite me chama eu vôo
todo dia ha milênios
mergulho no imenso e (des)aprendo um tanto
agora por exemplo o oco das palavras é sólido e dói menos onde
sou in finita mente vazio.

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